Um Lugar...

Nosso principal objetivo é acordar o Ser Humano, apoiar os despossuídos e alertar os poderosos... usando a cultura e o pensamento para esbofetear os medíocres... ou não! Todas as histórias contadas aqui são verídicas, os nomes foram trocados para proteger os inocentes...


Roger Borges (Pesquisador, Jornalista e Blogueiro Ocasional)
Bruno Cavalcanti (Jornalista, Blogueiro e Pensador)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O Lado Negro de Hollywood

O livro tem duas capas: a vermelha com Robert De Niro e a azul com Peter Fonda.


Peter Biskind, jornalista, é o autor de um dos ( para não dizer o melhor ) livro sobre o cinema de Hollywood da década de 70. “Como a Geração Sexo – Drogas-e- Rock´n´Roll Salvou Hollywood”,lançado em 2009, é uma ótima pedida para quem quer saber mais sobre uma época de ouro que lançou clássicos como : “Taxi Driver”, “O Poderoso Chefão”, “Sem Destino”, dentre tantos outros filmes que marcaram uma era.
O Livro narra os bastidores das produções citadas acima e outras, mas também mostra as brigas entre jovens diretores (como Francis Ford Coppola) , com executivos de grandes estúdios(Warner por exemplo), pelo fato dessas companias não aceitarem novas ideias e de “dar o porder” para o diretor. Várias histórias são contadas por produtores, diretores, executiros, dentre outras pessoas envolvidas no cinema dessa época. Peter Biskind, fez uma (bela) pesquisa de anos, e pegou vários depoimentos, montando uma narrativa que vai direto ao ponto, contando tudo sem censura os bastidores dessa época que seria conhecida “Nova Hollywood”.
Finalizando esse texto, vou listar meus 5 filmes preferidos, cuja às histórias e curiosidades encontran-se nesse livro.

O Poderoso Chefão (1972)
Touro Indomável (1980)
Chinatown (1974)
Star Wars – Episódio IV (1977)
M.A.S.H. (1970)

Por Bruno Barni

terça-feira, 22 de março de 2011

Joy Division para Iniciantes...



Em pleno século 21, com um acervo de músicas disponíveis na vasta internet, muitos jovens desconhecen a importância do Joy Division. Justamente pensando nessas pessoas, o texto a seguir é totalmente voltado a esse público, com intuito de fazer os leitores conhecerem à banda e se aprofundarem mais (pois para os fãs da banda, o quê escreverei a seguir não é nenhuma novidade).
O Joy Division (em português: " Divisão da Alegria", nome baseado em uma ala do campo de concentração nazista, onde prisioneiras judias eram usadas como escravas sexuais por soldados alemães), foramado no final dos anos 70 por : Ian Curtis (vocalista e letrista), Bernard Summer (guitarra), Peter Hook (baixo) e Stephen Morris (bateria). É uma das pioneiras banda da cena "pos-punk/gótica" (que ganharia força nos anos 80, com bandas como The Cure, Echo & The Bunnymen, dentre outras). A banda se tornou cultuada, pelo fato das letras obscuras e depressivas de Ian Curtes, e maior destaque, quando Curtis, cometeu suicídio no dia 18 de maio de 1980, aos 23 anos, nas vésperas da turnê norte-americana, de divulgação do seu segundo trabalho o "Closer".
Lançado em 2006 o livro " Joy Division/New Order - Nada é Mera Coincidência" pela editora LANDY, e escrito por Helena Uehara, é uma ótima dica de leitura, para se conhecer melhor as influências musicais e poéticas de Ian Curtis e da banda, e támbem para entender a importância do grupo para as gerações posteriores ao Joy Division.
Outra dica também (essa valida para os fãs) é a ótima cinebiografia de Ian Curtis, "Control" (Control) lançado em 2008. Tem a direção do estreante Anton Corbjin, e no elenco conta com Sam Riley ( Ian Curtis), Samantha Morton ( Debora). Já destaco que os atores dão um show de interpretação, e Sam Riley, se destaca, pois além de cantar as músicas no filme, ainda faz à dança que Ian fazia (caso não acredite, após ver o filme vá ao site do youtube e tire a prova). Esse filme é essencial para se conhecer melhor, ou (para os fãs) adimirar ainda mais, essa gênial banda do século 20.

Para entender melhor... escute:

“Unknown Pleasures” (1979) – Primeiro disco da banda.
“Closer” (1980) – Segunda e último disco da banda.
“Still” (1981) – Além de ser uma boa coletânea, vale escutar a versão da “Sister Ray” do Velvet Underground.
“The Idiot”(1977) - Iggy Pop – Disco que Ian escutou horas antes de cometer suicídio.

Por Bruno Barni

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Para Assistir no Volume Máximo!



Quando uma banda se apresenta ao vivo, pode ser um show histórico, como uma apresentação medíocre. Mas quando a música se tornou um negócio muito lucrativo, começou a se vender VHS de shows (e agora DVD e Blue-Ray), e muito desses shows são pérolas obrigatórias para se ver e rever inúmeras vezes, como o concerto do Jimi Hendrix no festival Woodstock, uma das apresentações mais importantes da história da música ou o “Aloha from HawaiiSatellite” do Rei Elvis Presley (cujo foi o primeiro show transmitido ao vivo via satélite). Agora vou listar alguns shows, que são obrigatórios serem apreciados e degustados.  


The Grateful Dead Movie” – The Grateful Dead  
“Trilogy” – The Cure
“Concert For George” – Vários
“Full Bluntal Nugity” – Ted Nugent 
 “Rust Never Sleeps” – Neil Young & Crazy Horse 
 “Bridges to Babylon Tour ’97 – ’98: Live in Concert” – The Rolling Stones
“Nothing Ins Easy: Live at the Isle of Wight 1970” – Jethro Tull
“Live at Pompeii” – Pink Floyd
“Unplugged” – Eric Clapton
“California Jam 1974” – Deep Purple
  
    Por Bruno Cavalcanti

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Hell´s Angels e o Gonzo jornalismo.



Uma visão nua e crua de um jornalista envolvido com uma das piores gangues de motoqueiros do século XX.
Hunter S. Thompson (1937-2005), foi jornalista envolvido com a contra-cultura dos anos 60 e 70, onde trabalhou para vários jornais e na cultuada revista Rolling Stones. Em 1965 ele começou a trabalhar sobre um tema que viraria seu 1º livro, à perigosa gangue de motoqueiros fora da lei, conhecida como Hell´s Angels. Uma gangue que ficou muito famosa nos EUA por cultivarem à violência e um estilo de vida contraria da sociedade norte-americana (no documentário “Gimme Shelter” sobre a banda Rolling Stones, mostra bem o caso dos Hell´s Angels que foram fazer à segurança do show e assassinaram um jovem negro).
Lançado em 1967, esse livro foi polêmico para à época e inaugurou o novo subgênero do jornalismo o “gonzo jornalismo”, subgênero onde é conhecido pelo fato do jornalista (ou escritor) se envolve totalmente com sua matéria de estudo, e começar a perder o objetivo principal. Com uma narrativa intensa e crua, Hunter vai a fundo ao submundo desses “selvagens sobre rodas”, mostrando o seu estilo de vida, comportamento e ideologia. Mas também mostra como a imprensa leva medo e terror a toda população, fazendo matérias de caráter duvidosos, e sensacionalistas ao invés de tranquilizar a população.
Fica a dica de leitura desse clássico do jornalismo norte-americano, que vale uma conferida por todos que gostam da contra-cultura.

Por Bruno "Gonzo" Cavalcanti

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal Sangrento!



Hoje é véspera de Natal e nada melhor do quê passar uma ótima tarde assistindo a filmes Trash para você se divertir vendo o “bom velinho” fazer travessuras no Natal ou outras figuras comuns dessa época, como brinquedos e bonecos de neve. Então preparasse para ver o sangue jorrar!
                                         
                                           FELIZ NATAL A TODOS!

1 – “Uma Noite de Fúria” – Direção: David Steiman (Santa´s Slay, 2005)
2 – “Natal Sangrento” – Direção: Charles E. Sellier Jr. (Silent Night, Deadly Night, 1984)
3 – “Jack Frost” – Direção: Michael Cooney (Jack Frost, 1996)
4 – “Brinquedo Assassino” – Direção: Tom Holland (Child´s Play, 1988)

FILME BONUS – “Papai Noel Conquista os Marcianos” – Direção: Nicholas Webster (Santa Claus Conquers the Martians, 1964)

Por Bruno "Grinch" Cavalcanti

sábado, 11 de dezembro de 2010

Já leu um livro hoje?


Um livro pode afetar toda uma geração de pessoas fazendo suas vidas mudarem para sempre, aconteceu isso quando na metade da década de 50 foi publicado o livro “Pé na estrada” (On the Road) de Jack Kerouac, além de ser o marco zero da geração beat, também influenciou o movimento Hippie e diversos músicos e intelectuais. Mas não só Kerouac que influenciou as novas gerações com sua nova “literatura”, Truman Capote também revolucionou o mundo com o seu “A Sangue Frio”, onde fou um dos marcos do chamado “novo jornalismo”, além deles eu poderia citar, Hunter S. Thompson (pai do “gonzo jornalismo”), Tom Wolfe com a sua “Fogueira das Vaidades” ("The Bonfire of the Vanities"), dentre tantos outros escritores do século XX. Estou citando sobre alguns livros, porque hoje vou indicar alguns livros (sejam eles ficção ou não) que acho fundamental serem lidos e apreciados e interpretados com a maior atenção possível, pois a leitura faz com que possamos aumentar nosso intelecto e nos melhorar como pessoas. Todos os livros que eu citei abaixo me influenciam de algum modo, seja no pensar, agir ou apreciar.

1º - “Pé Na Estrada”– Jack kerouac: Não tenho o quê dizer sobre esse livro a não ser que é meu livro preferido!

2º - “Mate-me Por Favor”– Legs McNeil & Gillian McCain: Relato visceral sobre o controverso estilo que é o Punk, relatada por músicos, transformista e etc. que de alguma maneira ajudaram e assistiram o nascimento do Punk.

3º - “Reações Psicóticas” - Lester Bangs: Para quem ama o rock ‘n’ roll, quem curti ler críticas e entrevista sobre esse complexo gênero musical, é obrigado a ler essa compilação de entrevistar e críticas do (talvez) melhor jornalista de rock da história.

4º - “As Portas da Percepção”– Aldous Huxley: O Autor usa mescalina e vai descrevendo as suas reações. Esse livro influenciou diretamente Jim Morrison ex-vocalista do The Doors.

5º - “Medo e Delírio Em Las Vegas” – Hunter S. Thompson – Esse livro mudou a minha maneira de encarar o mundo, pois o livro mostra o “sonho americano” da visão de um jornalista e seu advogado totalmente entorpecidos por diversas drogas licitas e ilícitas.

Bom, só citei os cinco principais na minha educação literária, porém são incalculáveis os livros que podem te influenciar, então faça esse favor para você mesmo e busque o conhecimento através da vasta literatura mundial.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

"Western Spaghetti"

Antes dos italianos dominarem o mercado americano com os seus “Western Spaghetti” (termo usado para filmes de western feitos por diretores Italianos) os filmes de western americanos eram filmes b (de baixo orçamento) que além do herói do filme ser sempre o “galã” e o bandido o “sujo mal encarado”, tinha a técnica do “chapéu que nunca cai” onde para disfarçar a presença do duble nas cenas de ação, o chapéu nunca caía mesmo se o personagem rola-se morro abaixo.Os western spaghetti,mostrava (na maioria das vezes) o personagem principal,um cara sujo e mal vestido, que acaba sendo mais cruel que o próprio vilão da história e a partir disso, os filmes de western nunca mais foram os mesmos.
Grandes atores do cinema como Clint Eastwood, Lee Van Cleef,Charles Bronson, Herry Fonda dentre outros, se tornaram ícones desse gênero de filme e também é inevitável não falar do diretor italiano Sergio Leone, onde além de fazer inúmeros clássicos do spaghetti,fez uns dos melhores filmes do gênero de todos os tempos que é o “Era uma Vez no Oeste”(Once Upon a Time in the West) de 1968, que conta também com a antológica trilha sonora de Ennio Morricone (parceiro de vários filmes de Sergio Leone).Até mesmo Clint Eastwood fez um filme desse estilo que em 1992 chamado “Os Imperdoáveis”(Unforgiven), que foi vencedor de 4 Oscars incluindo de melhor filme e direção.
Para finalizar esse texto e ajudar você caro leitor, vou fazer a habitual lista, para você entender bem esse gênero de filmes que além de serem muito bons, mostra a visão do cinema europeu para o velho oeste americano.
1º - “Era uma Vez no Oeste” – Direção: Sergio Leone (Once Upon a Time in the West, 1968)
2º - “O Estranho Sem Nome” – Direção: Clint Eastwood (High Plains Drifter, 1973)
3º - “Django” – Direção: Sergio Corbucci (Django, 1966)
4º - “Por Um Punhado de Dólares” – Direção: Sergio Leone (A Fistful of Dollars, 1964)
5º - “Por Uns Dólares a Mais” – Direção: Sergio Leone (Per Qualche Dollaro in Più, 1965)
6º - “Três Homens em Conflito” – Direção: Sergio Leone (The Good, The Bad And The Urgley, 1966)
7º - “Quando Explode a Vingança” – Direção: Sergio Leone (A Fistful of Dynamite, 1971)
8º - “Sabata” – Direção: Gianfranco Parolini (Sabata, 1969)
9º - “Sete Homens e um Destino” – Direção: John Struges (The Magnificent Seven,1960)
10º - “Os Quatros Pistoleiros Do Apocalipse” – Direção: Lucio Fulci (Four Of The Apocalypse, 1975)

Por Bruno Cavalcanti